Por 12 votos a 4, CONCIDADE aprova construção de prédio de 32 andares em Penha

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Na noite desta quinta-feira, o CONCIDADE (Conselho da Cidade de Penha) se reuniram de modo virtual para a realização de reunião extraordinária para votação da apresentação do RIV (Relatórios de Impacto de Vizinhança) que aconteceu no dia 09 de novembro de 2020 através de audiência pública, a partir do requerimento do Ofício nº 33/2020 da Vetter Empreendimentos, referente ao Edifício Residencial e Comercial Coral Gables.

O edifício em questão, causou grande polêmica entre populares por se tratar de uma construção de 32 andares. Preocupados com o impacto de um modo geral, principalmente para com o meio ambiente, civis realizaram um abaixo assinado que coletou mais de 1.400 assinaturas contrários ao empreendimento.

Citando regularidade e segurança jurídica para realização do empreendimento, aprovações ambientais, além de questionarem como ficaria a empresa diante de uma negativa após tantos investimentos já realizados, entre outros argumentos, votaram a favor:

– Angelo Piazzera, representante da AMAPRA (Associação de Moradores da Praia Alegre)
– Dra. Cristina Boccasius Siqueira, representante da OAB
– Edilson Dobrawa, reprensentante da CDL e Associação Comercial de Penha
– Sargento BM Flaviano Alves da Silva, representante do Corpo de Bombeiros
– Max Max Riesemberg Bastos, secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Penha
– Everaldo Lourival Francisco, Planejamento de Penha
– Márcio Piccoli, representante do setor imobiliário
– Maurílio Duarte, secretário do Planejamento de Penha
– Susana Perinotti, Secretária de Fazenda de Penha
– André Locatelli, representando a associação de hotéis, restaurantes e lazer de Penha
– Janilto Domingos Raulino , Procurador Jurídico da Prefeitura de Penha
– Maurílio Pedro Leite, secretário do CONCIDADE

Votaram contra, justificando questões ambientais, falta de saneamento básico na cidade, agressão ao meio ambiente, sombra na praia e de um modo geral, não contrários exatamente ao prédio, mas sim ao impacto por ele causado, cujas necessidades não recebem o amparo do desenvolvimento do município, que deixa a desejar em vários pontos que serão fortemente exigidos pelo dia a dia dos moradores do empreendimento, além de chamarem atenção para o abaixo assinado com as mais de 1.400 assinaturas de civis:

– Gabriel Volpi, representante de associação de arquitetos e engenheiros
– Gilberto Manzoni, representante da instituição UNIVALI
– Giovani Dias, representante da classe maricultora de Penha
– André Constabile, representante da AMAPG (Associação de Moradores da Praia Grande, Cascalho e Poá).

O plano diretor foi bastante citado durante a reunião, onde quase que por unanimidade, os participantes da votação solicitaram a região urgente, que teve sua última fixação em 2007, contando já com 13 anos de defasagem.

James Ramos, representante da construtora Vetter, questionado por membros sobre formas de compensar o impacto do meio ambiente da cidade, disse que a empresa se compromete a ser parceiro da prefeitura de Penha para que a Praia do Quilombo adquira o selo da Bandeira Azul, melhorando no local as questões de balneabilidade, reduzir as línguas negras na praia, ações a serem realizadas o quanto antes.