Balneário Piçarras fará consulta pública sobre Parque Ecológico nesta quarta-feira, 5

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Acontece nesta quarta-feira, 5, às 19h, a Consulta pública para a implantação do primeiro Parque Ecológico de Balneário Piçarras. O evento será transmitido ao vivo pelo Facebook da Prefeitura de Balneário Piçarras – www.facebook.com/balpicarras – e contará com apresentação dos estudos técnicos, informações sobre a localização, dimensão e os limites do parque. Durante a consulta o público poderá interagir através do campo de comentários, contribuindo para o desenvolvimento do projeto desde o início.

A ideia é transformar uma área ainda preservada, próximo ao Museu Oceanográfico Univali, às margens do Rio Piçarras, num atrativo ambiental. O projeto surgiu após quase três anos de estudos de viabilidade, feitos pela Fundação do Meio Ambiente (FUNDEMA), incluindo o levantamento fitossociológico realizado pelo Doutor em Biologia Vegetal Ademir Reis, um dos mais renomados pesquisadores em botânica de Santa Catarina.

“A criação de um parque ecológico é um sonho para qualquer cidade. Aqui em Balneário Piçarras começou a ser efetivamente planejado e desenvolvido há três anos, com o objetivo de trazer mais equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental, fortalecendo a diretriz do novo modelo de crescimento adotado pelo município baseado na sustentabilidade”, exaltou o Presidente da FUNDEMA, Marcos Zaleski.
Desde 2017 a FUNDEMA estuda a área. Em um primeiro relatório foi possível identificar o potencial florístico da região e sua necessidade de conservação. Na sequência houve o levantamento topográfico georeferenciado, incluindo todas as plantas temáticas.

O local indicado para o parque é de posse da união. O município solicitou o uso da área apresentando as potencialidades ambientais do local para a implantação de um parque. “Já temos sinalizado o apoio da Secretaria de Patrimônio da União para a posse do local. O pedido de cessão de uso para a consolidação territorial está nos trâmites burocráticos finais”, explicou Marcos.

Nos estudos técnicos realizados foi identificada uma vegetação com características de florestas antigas e bem desenvolvidas, com registros de estágio primário que representa o maior grau de conservação das florestas nativas, contendo uma abundância de espécies de indivíduos de flora ameaçada de extinção no Estado de Santa Catarina, como é o caso da árvore Callophyllum brasiliense (Olandim), e a ave Phylloscartes Kronei (Maria da Restinga).

A área do futuro parque, com cerca de 700 mil m², está inserida em uma Zona de Preservação Permanente. É recoberta por um raro e ameaçado ecossistema de vegetação do tipo Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, pertencente ao Bioma Mata Atlântica. Outro importante valor local pontuado nos estudos realizados é de ser uma das únicas porções do território de Balneário Piçarras capaz de amortizar as águas em períodos de precipitação intensa, funcionando como um efeito esponja, mitigando inundações e riscos de acidentes em área urbana decorrentes dessas eventualidades naturais.